Existe o “sim”, o “não”, o “talvez, não sei…” e o surpreendente “é-me indiferente”. Afinal o mundo não existe apenas a 3 dimensões.
Este último é tão especial que se reserva normalmente ao silêncio. Consegue ser a negação da concordância e da discordância e a negação da certeza e da incerteza simultaneamente. É também a negação do justo e do injusto. Do racional e do irracional.
De facto, é o único tipo de silêncio que não me apraz. Aliás, deve ser por isso que mesmo que Deus existisse, não gostaria dele, ou antes melhor: ser-me-ia indiferente.
Até a vida não é indiferente à morte. À vida, a morte afirma veementemente: “Sim, eu hei-de chegar, chego sempre!!”.
A um “sim” podemos responder com “não” ou “talvez não sei”, a um “não” podemos responder com “sim” ou “talvez não sei”, ao “talvez não sei” podemos responder com “sim” ou “não” de acordo com as nossas certezas.
Porém, a um “é-me indiferente” só podemos responder com um “é-me indiferente”. É a não-falada 4ª dimensão.
Sinto que a humanidade orbita e gravita em torno desta 4ª dimensão há demasiado tempo. Talvez por acreditar em coisas da 4ª dimensão e ser escrava delas também há demasiado tempo…
Ainda anseio por um meteorito que desvie a nossa rota. Mas rápido, antes que ao próprio meteorito eu me torne indiferente!
Este último é tão especial que se reserva normalmente ao silêncio. Consegue ser a negação da concordância e da discordância e a negação da certeza e da incerteza simultaneamente. É também a negação do justo e do injusto. Do racional e do irracional.
De facto, é o único tipo de silêncio que não me apraz. Aliás, deve ser por isso que mesmo que Deus existisse, não gostaria dele, ou antes melhor: ser-me-ia indiferente.
Até a vida não é indiferente à morte. À vida, a morte afirma veementemente: “Sim, eu hei-de chegar, chego sempre!!”.
A um “sim” podemos responder com “não” ou “talvez não sei”, a um “não” podemos responder com “sim” ou “talvez não sei”, ao “talvez não sei” podemos responder com “sim” ou “não” de acordo com as nossas certezas.
Porém, a um “é-me indiferente” só podemos responder com um “é-me indiferente”. É a não-falada 4ª dimensão.
Sinto que a humanidade orbita e gravita em torno desta 4ª dimensão há demasiado tempo. Talvez por acreditar em coisas da 4ª dimensão e ser escrava delas também há demasiado tempo…
Ainda anseio por um meteorito que desvie a nossa rota. Mas rápido, antes que ao próprio meteorito eu me torne indiferente!