Quando nascemos, somos uma tela em branco. Apressadamente, demasiado apressadamente, ela é pintada com todo o género de crenças e ilusões. Fomos feitos para acreditar.
A infância é a idade em que nos pintam com um manancial de cores vivas, cores imaginárias, cores fora do espectro visível, mas que acreditamos ver. Mas porque nos pintam os adultos com cores que eles não vêem, não sentem, não acreditam?….Ou com cores que não vêem, mas acreditam que vêem?...
Na adolescência ainda acreditamos nas cores com que nos pintaram, mas já se nos afigura uma tela esborratada, sem beleza nem harmonia. Pegamos pela primeira vez no pincel e julgamos estar a pintar por cima, a consertar aquilo que não tem conserto. Alguns chegam mesmo a usar tinta da china.
Em adulto, deixamos de ver o que pintamos. Vemos novamente uma tela em branco ou somente a sombra dela mesma. Alguns desistem de pintar. Esses deixam também de acreditar. Na tela?
Morremos.
A infância é a idade em que nos pintam com um manancial de cores vivas, cores imaginárias, cores fora do espectro visível, mas que acreditamos ver. Mas porque nos pintam os adultos com cores que eles não vêem, não sentem, não acreditam?….Ou com cores que não vêem, mas acreditam que vêem?...
Na adolescência ainda acreditamos nas cores com que nos pintaram, mas já se nos afigura uma tela esborratada, sem beleza nem harmonia. Pegamos pela primeira vez no pincel e julgamos estar a pintar por cima, a consertar aquilo que não tem conserto. Alguns chegam mesmo a usar tinta da china.
Em adulto, deixamos de ver o que pintamos. Vemos novamente uma tela em branco ou somente a sombra dela mesma. Alguns desistem de pintar. Esses deixam também de acreditar. Na tela?
Morremos.