Esta é porventura uma das artes mais manhosas que alguma vez conheci.
Ao longo da minha vida tenho me apercebido que a capacidade de persuadir não está de forma alguma correlacionada com o nível intelectual e o carácter do persuasor. O que é deveras perturbador para o progresso da sociedade.
De facto, eu próprio tenho mais facilidade em persuadir e ensinar o meu cão a levantar a pata do que convencer muito boa gente que se A => B, então ~B=>~A (não B implica não A). E note-se bem, eu e o meu cão “falamos” linguagens diferentes. De facto, se aparecer alguém ao meu lado com mediana retórica e com o objectivo de me descredibilizar e disser que é mentira e que toda a gente sabe disso, bem depressa o conseguiria e se eu for muito azarado, ambos ainda se ririam na minha cara.
Quais seriam então as razões para isto acontecer?
Uma das técnicas frequentemente usadas é a de persuadir em forma de Evangelho em nome de outrem e não em seu próprio nome. Os grandes pregadores entendiam bem esta técnica, quando começavam os seus discursos com algo do género: “Venho em nome de Deus, para falar em nome Dele”. Ou ainda melhor: “Deus fala por mim”. Sempre em nome de alguém ou algo com irrefutável credibilidade.
Outra técnica é invocar a lei dos números e das maiorias como se a razão incidisse nos números… Aliás, e a bem dizer, desconfio quase sempre das maiorias de razão e dos consensos. Mas esta técnica é extremamente eficaz, embora não tão eficaz como a primeira.
Também temos a técnica do insulto ao adversário, do seu atropelo para não o deixar expressar-se (a que eu dou o nobre nome de “matraquear”), e de falar-se de temas fora do propósito.Todas elas gozam de prestígio e têm créditos firmados na política.
Por fim, a técnica de usar a ignorância do sujeito de persuasão contra ele mesmo.
Não é difícil adivinhar que desisti naturalmente de tentar persuadir o que quer que fosse… desengane-se pois quem ainda pense que neste blog tento convencer alguém do que quer que seja.
Ao longo da minha vida tenho me apercebido que a capacidade de persuadir não está de forma alguma correlacionada com o nível intelectual e o carácter do persuasor. O que é deveras perturbador para o progresso da sociedade.
De facto, eu próprio tenho mais facilidade em persuadir e ensinar o meu cão a levantar a pata do que convencer muito boa gente que se A => B, então ~B=>~A (não B implica não A). E note-se bem, eu e o meu cão “falamos” linguagens diferentes. De facto, se aparecer alguém ao meu lado com mediana retórica e com o objectivo de me descredibilizar e disser que é mentira e que toda a gente sabe disso, bem depressa o conseguiria e se eu for muito azarado, ambos ainda se ririam na minha cara.
Quais seriam então as razões para isto acontecer?
Uma das técnicas frequentemente usadas é a de persuadir em forma de Evangelho em nome de outrem e não em seu próprio nome. Os grandes pregadores entendiam bem esta técnica, quando começavam os seus discursos com algo do género: “Venho em nome de Deus, para falar em nome Dele”. Ou ainda melhor: “Deus fala por mim”. Sempre em nome de alguém ou algo com irrefutável credibilidade.
Outra técnica é invocar a lei dos números e das maiorias como se a razão incidisse nos números… Aliás, e a bem dizer, desconfio quase sempre das maiorias de razão e dos consensos. Mas esta técnica é extremamente eficaz, embora não tão eficaz como a primeira.
Também temos a técnica do insulto ao adversário, do seu atropelo para não o deixar expressar-se (a que eu dou o nobre nome de “matraquear”), e de falar-se de temas fora do propósito.Todas elas gozam de prestígio e têm créditos firmados na política.
Por fim, a técnica de usar a ignorância do sujeito de persuasão contra ele mesmo.
Não é difícil adivinhar que desisti naturalmente de tentar persuadir o que quer que fosse… desengane-se pois quem ainda pense que neste blog tento convencer alguém do que quer que seja.