Continuamos a ser governados neste novo século por animais e segundo os instintos próprios dos animais… Entre os quais está o instinto de demarcação de territórios exclusivos onde as leis do mais forte e do “salve-se quem puder” fazem parte do nosso proclamado Estado de Direito democrático. Democracia, sim, mas só para alguns, para aqueles que por razão arbitrária de terem nascido num determinado lugar, por direito natural têm direito a viver nesse lugar e não outro, contanto que os seus progenitores estejam em legalidade nesse lugar, porque senão nem isso lhes vale e são deportados para outro território.
Mas porquê?
Desde sempre os imigrantes são o bode expiatório das más políticas que vêm necessariamente dos maus políticos. A isso acresce o outro nosso instinto animal: “Primeiro estou eu e só eu”, o egoísmo que caracteriza o instinto de sobrevivência e tarda a desaparecer do nosso tecido genético. Em suma, somos governados por maus políticos para cidadãos que na altura de votarem olham-se ao espelho e, qual espanto, só conseguem ver o seu próprio umbigo no meio de uma neblina intensa.
Curioso verificar que os que proclamam a economia de mercado de livre concorrência e sem restrições, concentrados na ala direita do espectro político, são precisamente os defensores acérrimos da luta contra a imigração. Esquecem-se naturalmente dos princípios de eficiente alocação de factores de produção, pois toda a vida a economia lhes ensinou que somos racionais, e que ser racional consistia em toda a felicidade depender apenas do nosso consumo individual e maximizá-la sem restrições à felicidade do outro. Manter o “status quo” do eu é, pois, a prioridade incondicional. E para os políticos de esquerda não começarem já a içar bandeiras, digo eu que os vossos sindicatos fazem exactamente o mesmo papel, de uma forma até bem mais hipócrita: a única diferença é que temos um grupo cartelizado de pessoas que só vê o próprio umbigo ao espelho, mas diz defender os direitos fundamentais gerais.
Um dos vice-presidentes da UE afirma que é preciso acabar com as raízes da imigração ilegal. Mas este tipo de gente ainda acredita que se combate a imigração ilegal com muralhas da china adaptadas aos tempos modernos e meia dúzia de tostões de ajuda aos países mais pobres. Ou tenta fazer acreditar no meio desta hipocrisia com fins políticos.
A estes senhores digo eu que a imigração ilegal não se combate. Ilegalizar a imigração é sim a verdadeira ilegalidade e até um crime abominável contra os direitos do Homem. Contra os direitos de procurar uma vida melhor, um atentado à dignidade e ao respeito pelas pessoas, uma verdadeira desumanidade. A estes senhores digo eu, como outros, porém ainda poucos, da minha estirpe: “Nenhum ser humano é ilegal”.
É preciso abrir fronteiras urgentemente e sem numerus clausus. É preciso, pois, legalizar a imigração. A Terra é de todos e para todos.
Mas porquê?
Desde sempre os imigrantes são o bode expiatório das más políticas que vêm necessariamente dos maus políticos. A isso acresce o outro nosso instinto animal: “Primeiro estou eu e só eu”, o egoísmo que caracteriza o instinto de sobrevivência e tarda a desaparecer do nosso tecido genético. Em suma, somos governados por maus políticos para cidadãos que na altura de votarem olham-se ao espelho e, qual espanto, só conseguem ver o seu próprio umbigo no meio de uma neblina intensa.
Curioso verificar que os que proclamam a economia de mercado de livre concorrência e sem restrições, concentrados na ala direita do espectro político, são precisamente os defensores acérrimos da luta contra a imigração. Esquecem-se naturalmente dos princípios de eficiente alocação de factores de produção, pois toda a vida a economia lhes ensinou que somos racionais, e que ser racional consistia em toda a felicidade depender apenas do nosso consumo individual e maximizá-la sem restrições à felicidade do outro. Manter o “status quo” do eu é, pois, a prioridade incondicional. E para os políticos de esquerda não começarem já a içar bandeiras, digo eu que os vossos sindicatos fazem exactamente o mesmo papel, de uma forma até bem mais hipócrita: a única diferença é que temos um grupo cartelizado de pessoas que só vê o próprio umbigo ao espelho, mas diz defender os direitos fundamentais gerais.
Um dos vice-presidentes da UE afirma que é preciso acabar com as raízes da imigração ilegal. Mas este tipo de gente ainda acredita que se combate a imigração ilegal com muralhas da china adaptadas aos tempos modernos e meia dúzia de tostões de ajuda aos países mais pobres. Ou tenta fazer acreditar no meio desta hipocrisia com fins políticos.
A estes senhores digo eu que a imigração ilegal não se combate. Ilegalizar a imigração é sim a verdadeira ilegalidade e até um crime abominável contra os direitos do Homem. Contra os direitos de procurar uma vida melhor, um atentado à dignidade e ao respeito pelas pessoas, uma verdadeira desumanidade. A estes senhores digo eu, como outros, porém ainda poucos, da minha estirpe: “Nenhum ser humano é ilegal”.
É preciso abrir fronteiras urgentemente e sem numerus clausus. É preciso, pois, legalizar a imigração. A Terra é de todos e para todos.